quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"CIÚMES"

Tem coisas que a gente não consegue dominar, o ciúme é um deles, tenho ciúmes sim e dai?















A palavra EU TE AMO quando dita, devemos ter o verdadeiro sentimento de amor.

Na amizade também dizemos EU TE AMO quando  temos realmente uma amizade VERDADEIRA.  Na Amizade nós conhecemos a pessoa pela simples troca de olhar, tom de voz, quando discordamos, brigamos e cinco minutos depois estamos dando gargalhadas, quando confidenciamos segredos, quando estamos dormindo e acordamos para atender o telefone e da atenção à amiga que está precisando de apoio, ou seja, tudo aquilo que só quem tem uma VERDADEIRA amizade sabe como é.
Às vezes, temos ciúmes sim, dos amigos, mas não podemos exigir e querer sua atenção só para você, não podemos ser egoísta, toda relação deve ter respeito e confiança.
Quando digo EU TE AMO pode acreditar, é verdadeiro, do meu jeito, mas é VERDADEIRO.
Não devemos brincar com as pessoas, quando dizemos AMIGO devemos ser verdadeiramente amigos, quando dizemos, EU TE AMO, devemos realmente sentir este sentimento de amor.
Devemos tomar cuidado ao expressar a palavra, Eu Te Amo, se dita sem sentimento demonstramos falta de caráter e dissimulação.


Simplesmente estava com vontade de falar, resolvi escrever abobrinhas aqui, mas é verdadeiro.


"Os ciumentos não precisam de motivo para ter ciúme. São ciumentos porque são. O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce." (William Shakespeare)


domingo, 17 de outubro de 2010

Mundo Grande





















Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.

A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.

Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?

Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)

Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante
exaustivas e convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.

Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo
 está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.

Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.

– Ó vida futura! Nós te criaremos.


(Carlos Drummond de Andrade)


Que nos diz o poeta?

Que não é na solidão de uma vontade individual que podemos enfrentar livremente o "mundo grande", mas na companhia dos outros que nos trazem a noticia de que o mundo cresce todo dia, isto é, transforma-se incessantemente "entre fogo e amor", entre lutas, guerras, conflitos e busca de paz, entendimento e justiça. Somos livre não contra o mundo mas no mundo.


 (Trexo estraído do livro: Convite à Flosofia de Marilena Chaui)