domingo, 1 de maio de 2011

O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA





















De volta ao meu cantinho que deixa - me gritar aquilo que fica bem escondidinho na alma. 

Passei um tempo sem postar nada, devido a falta de tempo e também a falta de ânimo, mas estou de volta e agradeço todos aqueles que me seguem.

Tinha preparado um texto sobre a crise do sujeito na sociedade moderna, mas simplesmente perdi o texto, depois tentarei refazer e públicá - lo.

Irei citar um poema lindo do maravilhoso Federico Garcia Lorca

O POETA PEDE AO SEU AMOR
QUE LHE ESCREVA

Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de kordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.

2 comentários:

  1. Oii..
    tem selinho no meu blog pra vc!

    Beijoos
    http://pathyoliver.blogspot.com/2011/05/300-seguidores-o.html

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