quarta-feira, 30 de março de 2011

Poema aos Homens do Nosso Tempo

















Amada vida, minha morte demora.
Dizer que coisa ao homem,
Propor que viagem? Reis, ministros
E todos vós, políticos,
Que palavra além de ouro e treva

Fica em vossos ouvidos?
Além de vossa rapacidade
O que sabeis
Da alma dos homens?
Ouro, conquista, lucro, logro
E os nossos ossos
E o sangue das gentes
E a vida dos homens
Entre os vossos dentes.

Ao teu encontro, Homem do meu tempo,
E à espera de que tu prevaleças
À rosácea de fogo, ao ódio, às guerras,
Te cantarei infinitamente à espera de que um dia te conheças
E convides o poeta e a todos esses amantes da palavra, e os outros,
Alquimistas, a se sentarem contigo à tua mesa.
As coisas serão simples e redondas, justas. Te cantarei
Minha própria rudeza e o difícil de antes,
Aparências, o amor dilacerado dos homens
Meu próprio amor que é o teu
O mistério dos rios, da terra, da semente.
Te cantarei Aquele que me fez poeta e que me prometeu
Compaixão e ternura e paz na Terra
Se ainda encontrasse em ti, o que te deu.


(Poema da nossa linda Hilda Hilst)

terça-feira, 29 de março de 2011

Pra que somar se a gente pode dividir






















Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou pra quem chorou pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não




(Poema do nosso Maravilhoso Vinicius de Morais)

domingo, 27 de março de 2011

Estresse total



















Esta é a minha situação ao chegar em casa, totalmente cansada. Acompanhar a correria nesse mundo moderno não é fácil. Além do estresse do trabalho, você tem que aquentar os “malas” da faculdade e a falta de responsabilidade do setor público, é para destruir qualquer ser humano.

 
O marketing do governo “Acre o melhor lugar para se viver” é a pior picaretagem que pode existir, meus caros colegas é mentira, em termos sociais e políticos é o pior lugar para se viver, para falar a verdade é uma “ditadura de alienados”.

Eu como cidadã e contribuinte com todos os impostos, não tenho iluminação no poste da minha rua sujeita a assaltos e outras coisas piores. Tenho opção para ir ao trabalho pegar 2 ônibus que passam no mesmo horário e a cada meia hora, final de semana tenho que esperar em 1 e 1 hora se quiser ir a algum lugar.

Ao sair do trabalho às 18h tenho que correr para chegar a parada de ônibus para conseguir pegar o ônibus as 18h30min para ir a faculdade e chegar no horário da aula as 19h. Caso perca o ônibus passará outro apenas às 19h, detalhe apenas 1 ônibus passa para atender duas faculdades e mais uns 5 bairros. Imagina o estado que você chega à sala de aula? Totalmente descabelada, suada e o estresse não tem mais limite e você ainda tem que agüentar os malas da sala de aula e o professor mala também.



Estou ausente esses dias, pela falta de tempo, mas logo voltarei.

Abraços carinhosos.

Nardia Taina






sábado, 19 de março de 2011

Estou tão Young

























 Á Pátria Amada


Salve, salve. Como está? Melhorou?As notícias que recebo de seus filhos não são boas, mas sei que você é forte e há de vencer mais essa. Tantas crises e traições seguidas devem estar abalando você, mas saiba que é amada, idolatrada e jamais será abandonada. Pátria minha, posso ser sincera com você? Você é rica, gentil e generosa, mas dá muita bandeira, por isso abusam da sua boa vontade. Aproveitadores prometem servi-la e roubam de seus cofres. Covardes juram protegê-la e atiram em sua gente pelas costas. Falam besteiras em seu nome, debocham de seus defeitos, sonegam o que lhe devem. Por outro lado, você nunca esteve tão livre. Tão respeitada pelas colegas. Sua beleza e sua simpatia sempre foram reconhecidas, mas agora elogiam também sua inteligência e seu bom gosto. Copiam o que você veste, querem saber a fonte da sua energia, até depilam-se à sua maneira. Portanto, querida, talvez seu problema seja mesmo de auto-estima. Você é virginiana, de 7 de setembro, certo? Então está sempre desconfiada e insegura. Não consegue tomar decisões e, muitas vezes, foge às responsabilidades. Assuma Pátria, que você é legal, mas vacila. Aprenda a punir quem abusa de seus favores e a tratar bem quem procura seus serviços. Afaste-se dos puxa-sacos e abrace seus desvalidos. Seus verdadeiros amigos não estão nos banquetes em sua honra, mas nos bobocas que calçam chuteira com você. A hipocrisia, maldita praga que seu ardor atrai, é a raiz dos seus problemas. Mas, calma, tudo tem jeito, você já resistiu bravamente a dias piores. Quando nem se sabia quanto roubavam de você. Quando sujavam seu nome em porões de tortura. Quando seu dinheiro valia tão pouco que era motivo de piada. E hoje, Pátria, você não carece de grandes atos de heroísmo, mas de pequenos gestos de respeito. Não precisa de novos salvadores, mas dos velhos sobreviventes. Inspire-nos a ver que não somos coitadinhos, somos até sortudos. Vemos tornados, terremotos e bombas terroristas pela televisão. Moramos de frente para a praia, com o mais verde quintal do mundo. Se temos a corrupção como mal encruado, que seja essa a nossa luta. A grande batalha que venceremos em seu nome. Freud disse: "Primeiro, olhe bem as profundezas da sua alma e aprenda a saber quem você é; depois, entenda o que há de errado com você". Cazuza fez uma música dizendo a mesma coisa, lembra?Por mim, você abandonava de vez esse positivismo cafona, que um dia lhe impuseram como lema. Não é pela ordem que seus filhos se destacam pelo mundo, é pela bagunça e festa. O progresso? Vem naturalmente quando se vive em paz, num ambiente fértil. Se é necessário um mote para completar a lacuna, que o escolham de onde sua alma se manifesta: nos pára-choques de caminhão.Já imaginou? Você de verde e amarelo e, na faixa, em sua testa estrelada, escrito assim: "Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho". Ou simplesmente: "Existo porque insisto". É atrás da pompa dos palanques que se escondem seus inimigos.

Com amor, Fernanda Young



Ela é simplesmente Mara........

quinta-feira, 17 de março de 2011

Para a Tristeza



















Para a Tristeza.
Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas.
Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Vc é péssima conselheira.
Chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar um tempo comigo.
Desde criança, abro mão de muita coisa por vc. Festas a que não fui porque vc não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque vc exigiu de mim total atenção.
Quero de volta meus discos de dance music, que vc tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que vc se instalou aqui.
Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim.
Como disse Lulu hj de manhã no carro a caminho do trabalho: Não te quero mal, apenas não te quero mais.


Fernanda Young

terça-feira, 15 de março de 2011

Razão


























Amor às vezes é sinônimo de tristeza, você sente aquele sentimento tão nobre e dolorido ao mesmo tempo.
Quando ele te arremata parece uma doença que evolui aos poucos, quando chega ao ápice do delírio poucos buscam a cura. A razão.

 As gotas da razão aos poucos vai abrindo os teus olhos, a lembrança tenta fechá-los novamente e a saudade quer fazer parar teu coração, mas a razão não deixa, ela te ergue novamente. Depois vem o remédio mais forte, o amor, o mesmo remédio que te mata também é tua cura, apenas o amor pode te curar até a próxima recaída, ele só não fecha as cicatrizes. O amor a vida, o amor das pessoas que te amam de verdade, esse é o remédio da tua cura para te fazer sonhar novamente, mas uma coisa é certeza, as lembras sempre vai te assombrar com as cicatrizes para sempre.



Nardia Taina

domingo, 13 de março de 2011

Amor que se vai

























O Amor que se vai


Por Flávio Gikofate (Psicanalista)

No programa café filosófico o psicanalista desfaz a confusão que normalmente fazemos entre sexo e amor e nos ajuda a entender porque na maioria das fezes não somos felizes para sempre em nosso relacionamento.

Será é possível explicar o que é o amor?

Mais do que explicar esse sentimento será que podemos determinar quando ele nasce e morre?

 Começaremos separando bem claramente o amor do sexo, porque às vezes o amor se vai e o sexo fica ou o inverso o sexo se vai e o amor fica, então é preciso que fique bem claro esses dois aspectos para que não se pense porque o sexo as vezes está criando problemas ou tá complicado, isso já significa forçosamente que o amor não vai indo bem também, ou seja, as pessoas tem uma idéia equivocada que sexo e amor tem sempre que operar em simultaneidade e na realidade muitas vezes se opera em oposição.

O Amor que Nasce

O que é o amor?

O amor eu defino como sendo como o sentimento que a gente tem por aquela pessoa, é muita especifica e muito especial cuja presença provoca em nós a sensação de paz, aconchego e harmonia. Então amor parece que tem haver basicamente com a primeira experiência existencial de todos nós, ou seja, com a experiência uterina. O amor corresponde a um remédio para a dor do desamparo que nasce no momento em que nos nascemos, ou seja, vivemos no útero nos primeiros momentos de nossa existência, de lá saímos depois de meses de aconchego. Aconchego que é o último registro cerebral porque a criança e a mãe com aquele feto dentro do útero vivem uma situação paradisíaca, digamos assim usando a metáfora bíblica, existi depois disso a expulsão do paraíso, que corresponderia então o nosso big bang ou o momento do nascimento. A partir dessa expulsão do paraíso começam a surgir as dores, desconforto, estado subjetivo correspondente ao desamparo, a sensação de desprotecão, insegurança e medo que é exatamente a manifestação visível no rosto de qualquer criança que nasce.

A condição uterina é a condição maravilhosa, é o paraíso e o nascimento é a expulsão do paraíso. É curiosa, mais essa metáfora biblioteca provavelmente reflete muito claramente no que acontece mesmo com cada um de nós. É sempre fascinante para mim repetir isso e perceber de alguma maneira que quem inspirado por divindades ou tenha inscrito isso, descreveu exatamente como começa a vida, ou seja no paraíso e logo depois a expulsão do paraíso e o fim daquela harmonia e o inicio das dores, desconfortos, desamparo e a sensação de que: para que a gente tenha com aquele aconchego uterino precisamos nos acoplar à alguma outra pessoa.

Será mesmo que o amor funciona como remédio para nossa dor de existir? Na sua fase romântica Machado de Assis achava que sim.
“Musa dos olhos verdes, musa alada,Ó divina esperança, Consolo do ancião no extremo alento,E sonho da criança;
Tu que junto do berço o infante cinges C'os fúlgidos cabelos; Tu que transformas em dourados sonhos Sombrios pesadelos;
Tu que fazes pulsar o seio às virgens; Tu que às mães carinhosas enches o brando, tépido regaço Com delicadas rosas;
Casta filha do céu, virgem formosa do eterno devaneio, sê minha amante, os beijos meus recebe, acolhe-me em teu seio!
Já cansada de encher lânguidas flores com as lágrimas frias, a noite vê surgir do oriente a aurora dourando as serranias.
Asas batendo à luz que as trevas rompe, piam noturnas aves, e a floresta interrompe alegremente os seus silêncios graves.
Dentro de mim, a noite escura e fria melancólica chora; rompe estas sombras que o meu ser povoam;

Musa, sê tu a aurora!”

(Musa dos Olhos verdes de Machado de Assis)

Visto desse ângulo o amor é sempre um fenômeno interpessoal, ou seja, depende da existência de uma outra pessoa, uma outra pessoa muito especifica e especial , não é uma pessoa qualquer é aquela pessoa.

O amor é parte de um prazer que o filosofo Arthur Shopenhauer ( 1788- 1860) chamava de prazer negativo, ou seja, é um remédio para a sensação desagradável de desamparado, quer dizer, é a sensação agradável ou o prazer que deriva do fim da dor do desamparo. O aconchego é o remédio para o desamparo.

O amor tem na vida adulta, adulta sempre entre aspas, porque o amor adulto ele tem características muito infantis. No amor adulto ele tem a substituição, sai à mãe e entra outros objetos, cada vez um, que dizer, são objetos e amor muito indefinidos, porém o mais importante é entender que este objeto adulto ele representa o mesmo fenômeno o mesmo papel, aconchego e remédio para o desamparo para sensação de incompletude, por tanto, continua sendo prazer negativo, continua sendo absolutamente necessário aonde existe uma dependência muitas vezes de possessividade e ciúmes. Diga-se de passagem, o ciúme é uns dos fenômenos que pode desgastar seriamente a relação afetiva, mas essas características mais imaturas do amor infantil costuma-se dar presentes integralmente no chamado amor adulto ou amor romântico adulto.Os casais que se amam costumam se chamar por palavras que são todas típicas do jeito que a gente trata os bebezinhos , então é tudo fofinho, benzinho , todo mundo faz biquinho para falar um com o outro, o vocabulário é extremamente limitado e parecido com aquilo que qualquer bebezinho falaria se soubesse falar para a mãe.

Quando nasce o sexo?

O sexo se manifesta primeiramente por volta dos 9 a 10 meses de idade. Exatamente quando a criança começa a descobrir que ela e a mãe não são a mesma criatura, ela começa a pesquisar e conhecer o próprio corpo começa a especular o mundo todo a sua volta e dentre essas especulações inclui o próprio corpo. Nessa pesquisa a criança acaba descobrindo partes do corpo cujo toque provoca nela uma sensação de inquietação e muito agradável, ou seja, o sexo é excitação, prazer positivo e pessoal, o amor é paz, prazer negativo e interpessoal, ou seja, as pessoas até hoje usa a expressão fazer amor. Amor não se faz, amor se sente e sexo se pratica.

“Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.”

(Arte de Amar de Manuel Bandeira)

O fenômeno amoroso às vezes ele ate atrapalha o sexo. É curioso falar isso, mas nas historias de paixão quando surge aquele encantamento muito forte entre duas pessoas muito freqüentemente os homens têm muita dificuldade sexual e as mulheres ficam meias perplexas com isso, porque talvez não seja o fenômeno que acontece com elas, ma os homens se atrapalham muito quando tentam juntar o sexo com amor. Então não é raro, por exemplo, casais que se dão mal ou não estão tão bem sentimentalmente, mas estão com a vida sexual boa ou vice versa.

“João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.”

(quadrilha de Carlos Drummond de Andrade)

nessa quadrilha de casais desencontrados de Drummond quais seriam os motivos dos amores e dos não amores? São as semelhanças ou as diferenças que nos atraem?
Na vida adulta surge o desejo visual masculino a partir da puberdade, ou seja, sobra a idéia que o sexo não tem uma correlação tão direta com o amor e às vezes entra ate em oposição, Por exemplo, quando um casal tem uma vida sexual legal à mulher tem o tipo mais generoso e o homem mais egoísta, sendo que mais de 90% se dão de pessoas bastantes diferentes, o homem egoísta são os homens tipo garanhão não muito confiáveis porém bem atraentes para as mulheres boas, a relação desse tipo de homem com as mulheres generosas geralmente não tem nenhum tipo de problemas sexual, já a relação de mulheres egoístas com esse tipo de homem tem mais problemas, pois a mulher egoísta não se doam facilmente, somente quando elas querem , com isso os homens egoístas se sente humilhados, e acabam melhorando cada vez mais suas atitudes para que a mulher seja mais generosa, porém ela acaba dificultando mais ainda. Esse tipo de mecanismo mostra que, aqueles que amam mais intensamente, são os generosos tanto o homem quanto a mulher, são mais dedicados sexualmente quando curiosamente o parceiro é egoísta. Porque, se houver uma aliança de uma mulher generosa e um homem generoso a coisa se complica, curiosamente e até chocante a maioria doa casais que se dão bem tem uma vida sexualmente pobre.

Escolher ou ser escolhido

A escolha do objeto adulto que vai substituir a mãe, se da segundo o critério de admiração, o amor deriva da admiração. Essa era a maneira como já descrevia o filosofo Platão (428/427 – 348/347) no banquete no século V antes de cristo, ele tinha real e toda razão.

O amor nasce da admiração, mas será que admiramos aquilo em especial o eu ou o outro que tem aquilo que não encontramos em nós?

No amor a escolha do objeto independe da admiração, o problema e que esse critério de admiração pode se modificar com o passar do tempo. Isso é umas das variáveis que pode levar o fenômeno amoroso ao colapso da relação, por exemplo, eu sou o menino tímido, desajeitado, com vergonha e com dificuldade no trato social, ele admira o oposto dele, quanto mais baixa a auto-estima maior a tendência em admirar o oposto. com o passar do tempo, ao conhecer os defeitos e as características próprias da pessoa, às vezes falta de sinceridade e agressividade, ou seja, ao ver os pontos fracos, pode vir a deixar de admirar esse personagem. Com o passar dos anos passa a admirar o seu próprio jeito de ser. Nesse momento se perde a admiração pelo oposto e o amor cai junto. Esse processo é curioso, porque o sentimento amoroso vai despencar pela mesma razão que um dia ele subiu, ou seja, eu vou me desencantar pelas mesmas razoes que um dia eu me encantei, a separação vai acontecer pelos mesmos motivos que um dia os levaram a casar.

Outras vezes a perda de admiração não se da apenas por esse motivo, mas com o passar dos anos um dos dois, Por exemplo, evoluem intelectualmente, socialmente ou mesmo profissional e financeiramente e um dos dois não acompanha e fica aquém do outro indivíduo, isso também influencia para o fim da admiração. Outras vezes acontece pelo fato de ao longo dos anos pode acontecer também das pessoas ter projetos de vida discrepante, tanto no profissional, como religiosos também, as vezes a pessoa muda de religião e passa a ter um certo radicalismo naquela religiosidade e causa uma discrepância muito grande, isso porque um dos dois mudou de posição a um assunto, que é absolutamente relevante para o cotidiano das pessoas porque muda o estilo de vida. Muitos outros problemas também podem desgastar a relação, como a educação dos filhos, brigas por dinheiro. O amor não resiste a qualquer tipo de contratempo, o amor tem que ser tratado de uma maneira muito delicado, porque acabou a admiração o problema sentimental se vai.

No momento da separação, a dor da ruptura não é a dor da solidão, a dor da solidão é o que vem depois, depois que o individuo se acomodou e se acostumou com o estar sozinho. Na nossa sociedade os homens e as mulheres não são treinados para a solidão, na Europa é diferente, geralmente os filhos saem cedo de casa, vão viver em republica, na faculdade, já aqui não, temos a mania de ficar aninhando nossos filhos até que ele se case , ou seja devemos aprender a lidar com a solidão e também com as experiências dos relacionamentos.


sábado, 12 de março de 2011

Filme da semana


Filme: Um Beijo Roubado

O filme é simplesmente maravilhoso, selecionado para abrir o festival de cannes em 2007 do diretor Wong Kar Wai, do elogiadíssimo “Amor à flor da pele”.O elenco tem a participação da cantora Norah Jones como protagonista, pela riqueza do elenco – que traz Jude Law, Natalie Portman, Rachel Weisz e David Strathairn e Com fantástica trilha sonora de Cat Power (que faz uma participação no filme), Norah Jones, Ry Cooder, Otis Redding, Cassandra Wilson, Gustavo Santaolla, entre outros.Aplaudido de pé pelos críticos e pelo público que se emociona e torce pela vitória do amor, dirigido com sensibilidade e muita criatividade.

Sinopse:

A vida de Jeremy (Jude Law, de O Talentoso Ripley), dono de um charmoso café, muda radicalmente quando ele recebe a visita de Elizabeth (a cantora Norah Jones), uma jovem de coração partido que trocada pelo namorado, com quem conversa noites adentro. Jeremy acaba se apaixonado por Elizabeth que acaba indo em bora Em busca de um novo rumo. Elizabeth parte em viagem através dos EUA, onde faz amizades com um policial (David Strathairn, indicado ao Oscar de Melhor Ator por Boa Noite Boa Sorte) que não consegue esquecer a ex-mulher (Rachel Weisz, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por O Jardineiro Fiel) e uma sexy jogadora de cartas (Natalie Portman, a rainha Amidala de Star Wars), Jeremy, muito apaixonado, acompanha a jornada desesperadamente através de telefonemas e cartas e não consegue encontrá-la, o que lhe resta de lembrança é apenas um beijo roubado enquanto Elizabeth dormia no balcão de seu café.

Comentário:

Ao contrário do que muitos fazem Elizabeth faz tudo ao contrário. Ela não fica chorando e levando os problemas para bebida. Ao invés disso, ela viaja e experimenta recomeçar sempre do zero. No local em que vai morar, trabalha muito para não se lembrar do ex e com isso acaba aprendendo com os exemplos ao seu redor e percebe que tem que encarar seus problemas. Que cada ser humano passa por problemas amorosos e cada um enfrenta de seu jeito. a protagonista vive durante sua viagem à descoberta da transitoriedade de tudo, inclusive necessidades e sofrimentos. Assim é que Elizabeth pode voltar para enfrentar o que deixou para trás.


sábado, 5 de março de 2011

PARA O CARNAVAL





















Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora. Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha, honestamente, cansei.
Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim, festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs, e só quer tornar as pessoas mais felizes.
Para mim? Carnaval, desengano... Você recorre à sua origem popular e incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura alegria, mas não passa de entrudo mal-intencionado, um folguedo, que nunca viu um dia de trabalho na vida.
Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste.
Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de você e temos que agüentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu grande orgulho.

Você não tem vergonha, não?

Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de baile. Desculpa, mas estou pulando fora.
Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza? Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura. Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade.
Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia, fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas brincadeiras.

Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das coisas, sabia?

Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na bunda um do outro.

Essa é a sua idéia de curtir a vida?

Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida é linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo” é um saco. Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo – por que você insiste em continuar o mesmo?
A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a baiana para não atravessar na avenida.

Como será amanhã? Responda quem puder.

 
Por: Fernanda Young

quarta-feira, 2 de março de 2011

Um Homem Inteligente Falando de Mulheres






























O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.


Tenho apenas um exemplar em casa,que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

Habitat

Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta

Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Flores

Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza

Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidade

É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

Cérebro feminino não é um mito

Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela

Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.

Só tem mulher quem pode!



Luiz Fernando Veríssimo